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Ricardo David: “Queremos que David e Tréllez permaneçam”

Ricardo David: “Queremos que David e Tréllez permaneçam”

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O primeiro dia de Ricardo David como presidente do Esporte Clube Vitória começou com uma transição “tranquila”, como o próprio caracterizou. Nas primeiras horas, o dirigente se dividiu entre iniciar as reuniões entre sua equipe e os atuais departamentos do clube, entender a situação financeira do Rubro-Negro e, ao mesmo tempo, já começar a montar o elenco para a próxima temporada.

Como foi seu primeiro dia com presidente?

O clima é o melhor possível, Agenor [Gordilho, que vinha gerindo o clube após o afastamento de Ivã de Almeida] nos recebeu com muita atenção, muito cuidado. O clima no Barradão foi muito amistoso. A maioria dos funcionários eu já conheço, passei dois anos trabalhando no clube, e todos sabem que sou uma pessoa de fácil relacionamento. As equipes do jurídico, marketing, financeiro, todas elas estão fornecendo os dados e informações para a nossa equipe de transição, que já começou a trabalhar. Vamos fazer uma transição muito rápida e logo estaremos completamente inteirados da situação do Vitória.

Em sua campanha, você optou por não fazer alianças e bancar a candidatura. Por que?

Procurei dar um peso maior ao projeto nesta campanha. Essa eleição, de duas pessoas, é muito mais solitária do que a do ano passado, que elegeu um grupo para o Conselho Deliberativo. Naturalmente, quando você faz alianças elas podem vir com interesses. Eu preferi elaborar esse projeto e não quis, em hipótese alguma, que esse projeto fosse maculado futuramente porque alguém contribuiu financeiramente e se sente no direito de se valer de algum benefício. Tenho grandes amigos, grandes rubro-negros, mas preferi ficar apenas comigo e Chico Salles [vice-presidente] para preservar o projeto.

E o que muda, de fato, na administração do clube com a sua equipe de transição?

Em princípio, nada será feito, nada será mudado. Não há nenhuma política de terra arrasada, gestão de crise. O Vitória precisa de medidas para ser preparado para 2018. Mas tudo isso com o que está lá, com a equipe que está lá, até que a transição identifique quais ajustes serão necessários, e isso será implementado ao longo do tempo.

Sua equipe já tem alguma posição sobre a situação financeira do clube?

Quem está coordenando a área financeira é Chico Salles, mas teremos uma reunião para hoje [ontem] ter mais informações sobre a situação financeira.

Ainda é muito cedo para falar de futebol ou você e sua equipe já definiram contratações e renovações, como a comissão técnica, por exemplo?

Na verdade, as medidas começaram a ser tomadas na quarta, tão logo saiu o resultado. Nosso gestor de futebol, Erasmo Damiani, entrou imediatamente em contato com o treinador Vagner Mancini e comunicou nossa intenção oficial de mantê-lo em 2018. Já disse isso antes, e repito: Mancini é, hoje, um dos melhores treinadores em exercício no Brasil e temos interesse que seu trabalho continue.

E sobre o elenco, já tem alguma definição sobre permanência de jogadores com contratos no fim? Ou a vinda de novos atletas?

Antes de tudo eu preciso saber como as coisas se encontram. Eu não vou poder gastar se não souber se eu tenho dinheiro. Não vou poder renovar o contrato com um atleta se ele não tiver o interesse de ficar. Mas é evidente que tomamos conhecimento da situação de alguns atletas, em que pé se encontra. Atletas que são do nosso interesse, como David e Santiago Tréllez. Em relação aos demais jogadores que têm contratos terminando, minha expectativa é já ter uma definição nos próximos dias.

Mas David e Tréllez estão sendo cobiçados por outros times, correto?

Olha, até agora eles não receberam nenhuma proposta oficial de qualquer time. Por enquanto foram apenas sondagens, conversas.

A base do Vitória acabou tendo um fim de ano bastante expressivo: conquistou o Baiano Sub-15, Sub-17 e o bicampeonato da Copa do Nordeste Sub-20. Tem alguma proposta para utilizar jogadores no profissional?

Uma medida imediata é fazer um levantamento dos atletas da base que podem começar o processo de transição, que é uma preparação desses jovens para eles poderem ir para o profissional. Não é somente jogá-los no profissional. É passar por vários protocolos psicológicos, físicos, táticos, no sentido de que atinjam a maturidade como profissionais no momento certo. Porque às vezes colocamos os jovens de uma maneira muito apressada e esperamos uma atuação de atleta profissional, quando, muitas vezes, ele não está preparado. Vamos formar nosso elenco para a temporada e Damiani quer saber se ele pode dispor de alguns desses jovens para compor o elenco para 2018.

Já tem nomes?

Não posso dizer nomes ainda, mas o elenco profissional é nossa preocupação. Tanto com jogadores com contrato terminando como as indicações que Mancini nos deu. Então, vamos precisar de um pouquinho mais de tempo para fechar.

Durante sua campanha você falou muito sobre melhorar as condições do Barradão para tornar a experiência de ir aos jogos mais confortável para o torcedor. Nesses dois anos, o que dá para fazer?

Em 2017 tivemos o menor público em 10 anos no Barradão. A primeira coisa que vamos fazer é a contratação de um projeto de requalificação do Barradão. Mas longe de ser arena, nada disso. As principais necessidades são muito claras. A gente precisa de cadeiras, precisamos cobrir o Barradão, ainda que sem nenhuma tecnologia importada. Precisamos melhorar os banheiros e bares, especialmente criar banheiros adequados para que crianças e famílias possam ter mais conforto e segurança. Entregando isso nos meus dois anos, estou satisfeito, acho que será um primeiro passo para trazer o torcedor para o Barradão mais vezes.

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