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Presos lembram com saudades dos banquetes de Odebrecht na prisão

Presos lembram com saudades dos banquetes de Odebrecht na prisão

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Preso há dois anos e meio pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Marcelo Odebrecht deixará a prisão no próximo dia 19. O herdeiro do grupo baiano ficará em sua mansão no Morumbi, em São Paulo, em prisão domiciliar por mais dois anos e meio sem poder sair de casa e monitorado por tornozeleira eletrônica. 

Apesar de já ter quitado a multa pessoal de R$ 73 milhões, uma das mais altas cobradas pela Lava-Jato, ele ainda tem mais sete anos e meio de medidas restritivas pela frente antes de poder voltar a atuar na Odebrecht.

Neste domingo (10), a colunista Monica Bêrgamo, do jornal Folha, revela detalhes do dia a dia do empreiteiro. Segundo a publicação, no começo da Lava Jato, a vida era dureza na "ala VIP". Youssef e Nelma Kodama chegaram a ficar mais de um ano trancafiados por 22 horas diárias, com direito a duas horas de banho de sol.

Ela ainda detalha que “quando Marcelo Odebrecht chegou para ficar, em fevereiro de 2016, depois de passagens por outras alas e pelo Complexo Médico Penal de Pinhais, já não havia tanto rigor. Uma geladeira tinha sido instalada no local. Com autorização oficial, a ala foi equipada ainda com TV e micro-ondas. Youssef e Odebrecht compraram panelas elétricas. O doleiro ainda providenciou a sanduicheira. E Marcelo, o aparelho de step para fazer exercícios”.

A coluna revela que todos os equipamentos foram instalados no corredor que une as três celas da ala -uma delas é destinada às presas mulheres e as outras duas, aos homens. Engradados de água e refrigerante e outros mantimentos eram armazenados no local. 

Na unidade, segundo a colunista, o baiano não reclamava de nada. Em cerca de dois anos, só uma vez foi visto falando mal de outra pessoa: seu próprio pai, Emílio Odebrecht.

"Meu pai não pensa em ninguém. Só nele", disse. "O que é isso, rapaz? Todo pai pensa no filho", contestava Pedro Corrêa. "Pensa coisa nenhuma, Pedro. Há quanto tempo ele não vem me visitar? Ele está pensando na empresa. Ele está certo. Mas eu é que vou ter que pagar?". O Ministério Público Federal exigia que Marcelo deveria cumprir uma pena mais longa, em regime fechado, para celebrar o acordo de delação. Os dois romperam. Numa das visitas da mãe, Regina, Marcelo teria dado um ultimato: ou eu ou ele. E pediu que ela não o visitasse mais.

Os presos da ala VIP compartilhavam a comida que as famílias levavam. E quase sempre dispensavam as marmitas da prisão. De acordo com Bêrgamo, as refeições enviadas por Isabela, mulher de Marcelo Odebrecht, em enormes tupperwares, eram consideradas verdadeiros banquetes. Um dos hits era o escondidinho de aipim [mandioca] e carne de fumeiro, ou porco defumado, típico prato da Bahia. Outro, o escondidinho de siri.

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