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‘Achava que era frescura’, revela Pe. Marcelo Rossi sobre depressão antes do diagnóstico

‘Achava que era frescura’, revela Pe. Marcelo Rossi sobre depressão antes do diagnóstico

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Considerado pelo Vaticano o 'Evangelizador do Novo Milênio', o padre Marcelo Rossi foi o convidado do 'Mariana Godoy Entrevista' da última sexta-feira (24). Durante conversa com a apresentadora, ele falou sobre o período em que sofreu depressão e revelou como encarava a doença antes de passar por ela. “Achava que era frescura. Durante 19 anos da minha vida, e olha, tirei pessoas da depressão levando-as a Jesus, mas eu não acreditava”, lembrou ele. Ordenado há mais de 20 anos, ele contou que o que o ajudou a superar o problema foi “seu amor por Jesus” e pontuou: “Não sou padre por profissão, sou padre por missão. Deus me chamou”. Ainda sobre os anos difíceis em que conviveu com a depressão, ele falou das consequências, incluindo o desânimo em torno da vocação. “Durante a depressão, ser padre se tornou uma profissão. Não deixei de ir em nenhum compromisso, mas já não fazia com amor. Senti que algo estava errado quando o Papa Francisco veio aqui e eu não cantei para ele. Foi aí que me dei conta e pensei: 'preciso me tratar'”.

Ato comum entre os católicos, Pe. Marcelo revelou ainda que tinha preguiça de rezar o terço e que, após a doença, mudou seus hábitos. “Quando estava no fundo do poço, foi aí que lembrei e comecei a rezar o rosário. Antes eu tinha preguiça de rezar o terço. Já ouviu falar do Terço Bizantino? (…) Fazia o Terço Bizantino porque era mais rápido”, disse, em tom bem-humorado. Ainda na atração, ele explicou por que o celibato é importante aos sacerdotes e observou: “Que mulher aguentaria estar comigo? Estaria perdida, porque é uma missão, você se dedica, você faz por amor e tem uma nova concepção de vida. Então, é um amor que você deixa de ter exclusivo para alguém para ser exclusivo a Deus e para os outros”. Também cantor, Pe. Marcelo recusou o título de ‘showman’ a ele atribuído, e se comparou a um colega, ressaltando que seu comentário não tratava de um ataque: “Padre Fábio de Melo, antes de ser padre, era um cantor, que se tornou sacerdote. (...) Então ele vai e faz o show dele. Eu não, eu sou padre. Não vou fazer e nunca fiz show, e as pessoas confundem. Nunca recebi para isso, é minha missão. Na verdade, é o inverso, vou doando. Então, o padre Fábio de Melo faz show, eu sou sacerdote”.

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