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Lúcio Vieira Lima emprega piloto como assessor na Câmara

Lúcio Vieira Lima emprega piloto como assessor na Câmara

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O deputado federal Lúcio Veira Lima (PMDB) emprega como assessor na Câmara o piloto de um avião que pertence à sua família.

Piloto de aviação profissional, Francisco Cezar Martins Meireles é lotado como secretário parlamentar com salário de R$ 14,3 mil desde março de 2017, período em que fez pelo menos sete voos no comando da aeronave PT-LKB, modelo Cessna 40 –o último foi em maio deste ano, de Salvador a São Luís.

A aeronave está em nome do espólio de Afrísio Vieira Lima (1929-2016), pai de Lúcio e do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB).

Lúcio e Geddel são alvo de inquéritos que investigam a ocultação de R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador que, segundo a Procuradoria, seriam provenientes de propinas. Geddel está preso preventivamente em Brasília.

Assessor de Lúcio e irmão do deputado estadual Hildécio Meireles (PMDB-BA), Francisco Meireles atua como piloto de aeronaves da família Vieira Lima pelo menos desde 2009, época em que já era contratado pela Câmara.

Meireles atuou como assessor parlamentar em três oportunidades. De março de 2008 a abril de 2010, foi funcionário do gabinete do então deputado Edigar Mão Branca (PV), então suplente de Geddel.

Em novembro de 2010, retomou o posto no fim do mandato de Geddel como deputado e seguiu no cargo até setembro de 2015 no gabinete Lúcio. Voltou ao gabinete de Lúcio em março deste ano.

Em 2009, a Folha revelou que, mesmo lotado no gabinete de Mão Branca, Meireles atuava como piloto para Geddel, então ministro da Integração Nacional.

A Folha procurou pelo piloto no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima, mas funcionários informaram que ele não dá expediente em Brasília, mas na Bahia.

O peemedebista não possui gabinete na Bahia e costuma despachar na sede estadual do PMDB. Funcionários do PMDB baiano informaram que nenhum Francisco Meireles trabalhava no local.

O regimento da Câmara prevê que o secretário parlamentar trabalhe 40 horas semanais, "cumpridas em local e de acordo com o determinado pelo titular do gabinete".

Os papéis sobre a venda da aeronave estão entre os documentos apreendidos pela Polícia Federal na casa da mãe de Geddel.

Meireles voou na maioria das vezes com a aeronave PT-LKB, comprada em 2013 pelo pai de Geddel da empreiteira Pedreira Potiguar. A empresa é investigada por superfaturamento no aeroporto de São Gonçalo do Amarante, construído para a Copa de 2014 no Rio Grande do Norte.

Um ano antes, o avião pertencia à Patrimonial Mira Boa, do empresário Nicolau Martins, ex-sócio da OAS. Ele teve os bens sequestrados pela Justiça em 2016, após ser alvo de uma operação que apura desvios de recursos da saúde em prefeituras baianas.

Nicolau também é dono da construtora NM, responsável por obras na orla do Rio Vermelho, em Salvador. A obra foi contratada pela prefeitura, comandada por ACM Neto (DEM), aliado de Geddel.

OUTRO LADO

Em nota, o deputado Lúcio Vieira Lima informou que todos os funcionários contratados pelo seu gabinete ocupam função de secretário parlamentar e atuam conforme as normas da Câmara.

Sobre o avião comprado pela família, o deputado afirma que ele está declarado no imposto de renda do ex-deputado Afrísio Vieira Lima. 

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