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Operação para retirar baleia de Ondina reunirá mais de 40 garis

Operação para retirar baleia de Ondina reunirá mais de 40 garis

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baleia jubarte encontrada morta, na praia de Ondina, em Salvador, será removida do local no início da manhã deste sábado (2), de acordo com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb). A assessoria do órgão informou que 44 agentes serão envolvidos no processo de remoção do mamífero marinho, marcado para começar às 7h.
Segundo a pesquisadora do Projeto Baleia Jubarte, Luena Fernandes, trata-se de um animal jovem, macho, com cerca 10 metros de comprimento e 20 toneladas - um animal adulto chega a medir 16 metros e pesar 40 toneladas. 
Para facilitar a retirada do corpo, que está preso entre as pedras que ficam atrás do Bahia Othon Palace, ele será cortado em pedaços com auxílio de uma máquina. Segundo a assessoria da Limpurb, um caminhão e três caçambas vão levar o cadáver do mamífero para um aterro sanitário.

De acordo com Luena Fernandes, a suspeita é que o animal tenha morrido por causas naturais. Ela ainda recomenda que os banhistas evitem o local por conta de doenças e aproximação de animais predadores.
“O corpo da baleia já está em decomposição e o próprio sangue pode atrair outros animais, como o tubarão. É importante que as pessoas não cheguem perto dela [baleia] por conta das doenças que o mamífero pode passar”, recomendou a pesquisadora.
Pescadores observam animal, que é macho e pesa cerca de 20 toneladas (Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
Migração comum
Essa é a temporada que as baleias jubartes visitam a costa da Bahia para se reproduzir. Os mamíferos marinhos vêm da Antártida para o litoral brasileiro acasalar, e costumam fazer parte do cenário da costa da Bahia no inverno e na primavera.

Em 2017, o Projeto Baleia Jubarte já registrou 67 encalhes de baleia-jubarte na costa brasileira, 25 deles na Bahia. De acordo com a pesquisadora, três delas encalharam no município de Camaçari – nas localidades de Arembepe, Itacimirim e Jauá –, uma no município de Entre Rios, em Massarandupió, e as outras no Sul do Estado. 
Luena ainda diz que o número de encalhes é considerado normal. “A baleia jubarte está se recuperando da caça. Esse número é normal, porque é natural que algumas delas morram no caminho”, explica.
Baleia presa nas pedras atrás de hotel na praia de Ondina (Mauro Akin Nassor/CORREIO)

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