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Forças Armadas ampliam cerco em favelas do Rio de Janeiro

Forças Armadas ampliam cerco em favelas do Rio de Janeiro

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Após ação na Rocinha, os militares estenderam o cerco para outras quatro favelas em uma operação iniciada nas primeiras horas do dia. A operação desta quarta, 27, ocorreu nas favelas Barro Vermelho, Sapinho, Geruza e Dique 2, e resultou na prisão de quatro homens procurados pela justiça. Além das Forças Armadas, a ação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo a inteligência das polícias e Forças Armadas, 850 das 1.025 comunidades da capital fluminense são controladas por traficantes ou milicianos ligados a policiais.

Também nesta quarta, equipes do Comando de Operações Especiais (COE) deflagraram operações na Rocinha, com o Batalhão de Choque, e no Vidigal, com o Batalhão de Ações com Cães (BAC), na zona sul carioca, e no Alemão com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), na zona norte.

As tropas do Exército fizeram um cerco em algumas das regiões alvo das operações para facilitar o acesso dos agentes da Polícia Civil. Os militares ficaram em pontos estratégicos "para garantia da ordem no entorno" das favelas, segundo informou a Secretaria de Estado de Segurança Pública do RJ.

Violência no Rio

Nove das 12 comunidades consideradas mais perigosas do Rio de Janeiro, controladas por facções criminosas e/ou milícias, têm Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). O projeto de pacificação das favelas está em crise. Recentemente, a Secretaria de Segurança anunciou que transferiria parte dos PMs para o policiamento fora das comunidades.

A principal atividade criminosa dessas regiões é o tráfico de drogas. Mas a cobrança de impostos de comerciantes e outros serviços também está incluso na lista dos mais recorrentes. Milhares de residentes de locais sem rede de distribuição regular de carvão, botijões de gás e água mineral dependem do serviço taxado de bandidos.

O governador do estado, Luiz Fernando Pezão, afirmou em entrevista à Rádio Jovem Pan que a violência está atribuída aos débitos históricos e à economia. “É problema sério e, com a crise econômica, se mostra muito maior. Não estou me escondendo ao debate, não me eximo de erros, mas têm condições históricas e que hoje chega a conta para a gente pagar. É muito grave, muito grande. Se não discutirmos a Previdência, vai faltar dinheiro para o básico, especialmente para a segurança pública”, defende.

Além disso, Pezão também critica que a mídia dá mais atenção aos acontecimentos do Rio e destacou o ranking da violência no Brasil. “O problema não é só do Rio de Janeiro, é do Brasil. Rio é a 16ª capital mais violenta, olhe as outras capitais. Se o Rio de Janeiro tem todos esses problemas, imagina as outras capitais. Se acontecer no Rio o que ocorreu em Santa Catarina, a repercussão é muito maior. O Rio tem cobertura diferente (…) É a 16ª capital, mas é o mais mostrado porque é destino turístico, existe guerra entre três facções. Existem outras 15 capitais que não têm o mesmo efeito midiático que tem aqui no Rio”, justificou.

Quanto à economia e queda da arrecadação que levou à falência do estado, o governador culpa o preço do barril de petróleo. “O déficit estrutural hoje é muito grande porque é baseado na queda do preço do barril do petróleo. O problema do Rio é o que coloco: temos economia dependente do petróleo. Quando o preço despenca, esse é o motivo da nossa crise”.

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