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Planos de saúde têm aumento recorrente e deixam brasileiros insatisfeitos

Planos de saúde têm aumento recorrente e deixam brasileiros insatisfeitos

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Aumentos nos planos de saúde que são considerados abusivos se tornaram rotina para os 47,7 milhões de brasileiros.  Em julho deste ano, Leonardo Borges recebeu em sua casa uma carta da Sul América notificando que a mensalidade do seu seguro de saúde subiu 18,98%. Com justificativas vagas. “Frequência de utilização do plano, maior longevidade da população, ampliação de coberturas com a incorporação de outras tecnologias, entre outros”, dizia o documento da administradora da Qualicorp, que atua como intermediária entre clientes de planos coletivos por adesão — como o de Leonardo — e seguradoras ou operadoras.
Em dezembro de 2014, a cobertura chegava a 50,4 milhões de pessoas no país. Porém, com desemprego e aumentos descolados da inflação oficial, plano de saúde está se tornando serviço privado proibitivo. O problema é recorrente entre os brasileiros. Cartas comunicando que o preço do contrato aumentou com porcentagens maiores que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em apenas 2, 71% nos últimos 12 meses, a menor alta de preços desde 1999.
A Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) estabelece teto de reajuste de 13,55%, para planos individuais, que são raramente ofertados pelas seguradoras.  São apenas 9,4 milhões clientes com esse tipo de contrato. Os outros 38 milhões são de planos coletivos, empresariais ou por adesão, que podem ser ajustados de forma livre. A ANS justifica que "as pessoas jurídicas possuem maior poder de negociação junto às operadoras, o que, naturalmente, tende a resultar na obtenção de percentuais vantajosos para a parte contratante".  Ana Carolina Navarrete, pesquisadora em saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), discorda desta tese e argumenta que "mesmo uma instituição forte tem o poder de barganha pequeno" na hora de negociar. Além disso, o fato de uma administradora como a Qualicorp atuar como intermediária entra clientes e planos acaba ‘’encarecendo o processo produtivo’’, explica à pesquisadora.
Em nota para o El País, tanto a Qualicorp como a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) esclarecem que os aumentos são definidos pelas operadoras de planos de saúde e que o papel das intermediárias é o de negociar a "aplicação do menor índice possível e também oferecer alternativas mais acessíveis para que os usuários continuem assistidos".
Entretanto, a média dos reajustes de planos coletivos ultrapassa 14%, segundo a ANS.  As operadoras justificam que o reajuste não inclui apenas variação de custos na saúde, mas a utilização dos serviços, incorporação de novas tecnologias caras, envelhecimento da população e da existência de desperdícios ou fraudes.
Em 2016, a receita de seguradoras e operadoras subiu 12%, para quase 180 bilhões reais, segundo a ANS. Com subtração de despesas, ficaram com lucro de 390,5 milhões, em contraste com os 930 milhões do ano anterior.

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