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Pé de maconha desaparece em inquérito e defensor público questiona

Pé de maconha desaparece em inquérito e defensor público questiona

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O icônico pé de maconha apreendido na semana passada com três pessoas pela operação do Exército e da polícia do Rio de Janeiro, no bairro de Jacarezinho, não aparece no inquérito. A denúncia de adulteração da cena foi feita pelo Defensor Público do Rio, Eduardo Newton.
Após ampla repercussão nas redes sociais, como crítica à guerra às drogas, o defensor narrou a audiência de custódia das pessoas retratadas na publicação e afirmou que a planta que estava na foto não apareceu no auto de flagrante. Além disso, ele conta que drogas e armas foram acrescentadas como se pertencessem aos acusados.
 
Ao site Justificando, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (SSP-RJ), afirmou que a questão foi encaminhada ao Exército. A corporação, por sua vez, confirmou a apreensão do pé de maconha, e também acrescentou a versão de que foram apreendidas drogas e máquinas caça níqueis.
Não foram informadas as razões do extravio de parte material, limitando-se a dizer que o Auto de Prisão em Flagrante foi formulado pela Delegada Daniela Terra. A Assessoria de Comunicação Social do Estado-Maior Conjunto da Operação em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública, fase Rio de Janeiro, informou que “as pessoas, máquina caça-níqueis, drogas, o pé de maconha e outros objetos ilícitos constantes da fotografia foram encontrados na Rua Maravilha, em Manguinhos, durante a Operação Conisi. Os suspeitos e o material recolhido pelas tropas foram apresentados na Cidade da Polícia à delegada Daniela Terra, que lavrou o Auto de Prisão em Flagrante”.
 
Apesar da confirmação pelo Exército, os oficiais ouvidos na polícia contaram outra versão, contraditória com a própria foto veiculada. No flagrante não há qualquer menção ao pé de maconha.
 
A delegada Daniela Terra, mencionada pela nota da Operação do Exército com a Polícia Militar, de fato, assinou os termos de apreensão. Entretanto, não constam como apreendidos o pé de maconha, mas sim maconha em embalagem, cocaína e crack. Além disso, constou no auto que uma arma de fogo foi apreendida – algo que não foi confirmado pelo Exército. O defensor público ingressou com um Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) para buscar a liberdade das 3 pessoas.

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